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AL precisa dobrar aplicações em infra-estrutura, diz Bird
(Valor Online, 2001-09-15)

A América Latina precisa mais do que dobrar seus investimentos anuais em infra-estrutura, assinalou estudo divulgado nesta terça-feira pelo Banco Mundial (Bird) na sede do BNDES.

Dos US$ 29 bilhões investidos em média em cada ano da década passada, a região deve passar a receber US$ 70 bilhões por ano até 2005 para atender as necessidades básicas da população de seus países. Em seminário realizado no BNDES, o diretor do Banco Mundial para Programas em Finanças, Setor Privado e Infra-estrutura na América Latina e Caribe, Danny Leipziger, disse que problemas regulatórios estão entre os fatores que inibem o setor privado de investir em infra-estrutura na América Latina.

Além de indefinições quanto às regras, as empresas temem, segundo ele, que os governos locais não honrem contratos de parceria estabelecidos para atraí-las.


Atentados nos EUA podem prejudicar implantação da Alca
(UOL Economia, 2001-09-15)

As negociações em torno da implantação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) poderão ser dificultadas após a série de atentados terroristas nos Estados Unidos. Como acordos internacionais dependem de decisões políticas, é possível que os setores da sociedade norte-americana que resistem à idéia da Alca ganhem força a partir de agora, conforme a avaliação da coordenadora de projetos de comércio internacional da Fundação Getúlio Vargas, Lia Valls.
"Nos EUA, a resistência à Alca não é só de setores protecionistas, é uma reflexão sobre se interessa à política externa norte-americana fazer esses acordos amplos com regiões que eles consideram complicadas", afirmou.
Entretanto, segundo a professora da FGV, existe também a possibilidade de o governo norte-americano entender que para continuar exercendo liderança deve ter participação cada vez mais presente nas diversas regiões, o que impulsionaria a idéia de criar uma área de livre comércio entre os países do continente. "Mas acho que a pressão para na fazer (o acordo) será maior", ressaltou.



França cresce com a menor taxa desde 1998
(UOL Economia, 2001-09-15)

A economia francesa avançou em seu ritmo mais lento em três anos no segundo trimestre de 2001 com o desaquecimento global determinando o recuo na demanda interna e nas exportações. Segundo dados apresentados pelo instituto de estatísticas da região, o Insee, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,3% de abril a junho, o menor ganho desde o quarto trimestre de 1998.

De janeiro a junho de 2001, a economia francesa progrediu a uma taxa anualizada de 1,8%, abaixo da expansão de 3,4% de 2000. Os investimentos aumentaram 3,1% de janeiro a junho, metade da taxa observada no ano anterior. Após o incremento de 13,4% no ano passado, as exportações expandiram-se a uma taxa de apenas 2,8% no primeiro semestre.


Empresa área dos EUA é fechada após ataques terroristas
(PanoramaBrasil, 2001-09-17)

A Midway Airlines anunciou que vai fechar definitivamente suas  portas, depois dos ataques ter-roristas que ocorreram em Nova York e  Washintong na terça-feira. A empresa alega que os ataques nos Estados  Unidos derrubaram suas esperanças de recuperar-se dos problemas  financeiros que vem enfrentando.

A decisão vai deixar sem emprego, cerca de 1.700 funcionários da empresa,  que vem somar-se aos 700 trabalhadores que já haviam sido demitidos em 13  de agosto último.


China fecha acordo para entrar na OMC
Folha de S.Paulo, 2001-09-16)

A China, país mais populoso do planeta, conseguiu ontem à noite um acordo informal para se tornar membro da OMC (Organização Mundial de Comércio), depois de 15 anos de difíceis negociações. Os termos do entendimento deverão ser conhecidos na segunda-feira.

Com a desaceleração da economia mundial, o acordo com a China era visto como uma grande oportunidade para estimular o comércio internacional. As conversas transcorreram na sede da organização, em Genebra (Suíça).

Os chineses, governados por uma ditadura comunista, têm uma política de restringir os investimentos ocidentais. Por outro lado, países ocidentais têm barreiras comerciais contra produtos chineses que seriam produzidos com trabalho escravo.

Inicialmente, havia se fixado como prazo final para os debates a quinta-feira, mas as conversas foram interrompidas durante dois dias por causa dos atentados em Washington e Nova York. O obstáculo final que havia era uma disputa entre EUA e União Européia sobre companhias de seguro.

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