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Motorola e Siemens podem formar joint venture 
(Valor Online, 2001-10-01)

A Motorola e a Siemens estão em conversações para criar uma joint venture para operações de infra-estrutura sem fio e aparelhos de mão. As conversas entre as duas empresas ainda estão em um estágio preliminar e podem resultar em um acordo de US$ 20 bilhões a US$ 25 bilhões. 

Segundo o Wall Street Journal, as discussões acontecem em meio a um cenário de dificuldades para a maioria das fabricantes de telefones móveis, afetadas pelo desaquecimento global, e para o setor de infra-estrutura sem fio, atingido pelos cortes nos gastos feitos pelas operadoras de telecomunicações. 

As negociações entre a Motorola e a Siemens ocorrem a exemplo daquelas travadas pela Sony e a Ericsson, que criaram uma joint venture para fabricar celulares (ver nota acima). 



Anatel quer a planta de telefonia no cálculo do PIB 
(IDG Now, 2001-10-05)

A Anatel quer que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também inclua no cálculo do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País, gerado pelo setor de telecomunicações, a ampliação da planta de telefonia. A Anatel já estaria fazendo gestões nesse sentido, segundo revelou o vice-presidente da Agência, Luiz Francisco Tenório Perrone. 
“Cada terminal ativado corresponde a uma assinatura e, sendo assim, corresponde a um fluxo de dinheiro, a uma riqueza que está correndo no País”, alegou Perrone. 

Perrone explicou o erro que levou o IBGE a apresentar uma queda 11,5% na produção do setor de telecomunicações no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Agora, depois de uma revisão dos cálculos, terminou por apresentar um crescimento de 13,38%. 

Segundo ele, algumas empresas de telefonia fixa estavam enviando dados à Anatel sobre tudo que passava na rede delas em termos de chamadas de longa distância nacional, sem separar o tráfego que era da Embratel e Intelig. As carriers de longa distância nacional também informavam o seu tráfego, o que acabava gerando uma duplicação de informações. 

Quando as empresas passaram neste ano a separar aquilo que efetivamente é o seu tráfego na longa distância e o que é da Embratel e Intelig, os dados acabaram provocando uma queda para o IBGE em relação ao ano passado. 

Com a revisão, que teve de ser refeita no desempenho do setor desde 1998, ficou claro para o instituto que, na realidade, as empresas não estavam apresentando queda no volume de ligações interurbanas. Elas apenas tinham separado seu tráfego com as operadoras de longa distância nacional, que vinha sendo computado em duplicidade

 



Internauta brasileiro: jovem, boa renda e inteligente 
(IDG Now!, 2001-10-02)

O internauta brasileiro é, em sua maioria, jovem, pertence ao sexo masculino, é viciado em e-mail, salas de bate-papo, possui segundo grau completo e passa em média duas horas por dia conectado na rede. Tem na mente marcas como UOL, Napster, Itaú, Americanas e Pão de Açúcar. Essas são algumas das informações reveladas na primeira pesquisa iBrands, realizada pelo iBest Company e a Datafolha. 

A análise traçou um raio-x do internauta brasileiro e apontou as marcas mais lembradas por ele em 22 categorias. Segundo os organizadores, o levantamento foi feito em agosto com 2.035 usuários, espalhados em 27 capitais do País. 

Além das marcas mais lembradas (consulte quadro nesta reportagem), a pesquisa apresentou uma série de informações sobre o mercado brasileiro de Internet. "Em três anos, o número de conectados aumentou de 7 milhões (7% da população) para 23 milhões (19%), considerando-se os que têm 14 anos ou mais e que usam a rede eventualmente", diz o estudo. 

Em relação à população brasileira em geral, os internautas brasileiros são jovens (dez anos a menos que a média etária nacional), mais escolarizados (84% estudaram pelo menos até o segundo grau) e com maior poder aquisitivo (50% têm renda familiar acima de R$ 1.250). O estudo diz ainda que, apesar da entrada considerável das classes mais populares, a Internet ainda é privilégio das classes A e B (60%, contra os 22% da realidade brasileira). E mais: as mulheres representam 42% dos usuários de Web, contra 31% em 1999. 



Brasil é o 2º em crescimento de Internet 
(informou o IDG Now!, 2001-10-02)

O Brasil é o pais com o segundo maior crescimento na Internet. A informação foi divulgada pelo Giga Information Group. Segundo o instituto, há cerca de 17,3 milhões de usuários no País, conectados a 860 mil servidores. Os números mostram que a taxa de pessoas por equipamento no Brasil é de 20 usuários, contra 2,4 usuários por servidor nos EUA. 

No levantamento divulgado pela empresa, o Brasil é o segundo país do mundo em velocidade de crescimento, atrás apenas da Eslováquia e seguido por Polônia, Chile, Taiwan, Hong Kong, Espanha, China, Uruguai e Dinamarca. 

Com relação ao número de Internet host (sistemas que possuem um endereço IP), o instituto afirma que eles chegam a 120 milhões em todo o mundo (542,67 milhões de usuários), 67,1% deles localizados na América do Norte. 

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