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Setor de tecnologia lidera alertas de redução de lucros
(Reuters, 2001-10-14)

Prejudicadas pela redução no investimento corporativo à medida que a economia desacelerou, as companhias ligadas ao setor de tecnologia correspondem atualmente por quase um terço dos alertas de resultado abaixo do esperado emitidos neste trimestre. Os investidores vêem poucas perspectivas positivas adiante. 

A Corning Inc., maior fabricante mundial de cabos de fibras óticas, está entre as fabricantes de equipamentos para telecomunicações, hardware e software a afirmar mais recentemente que serão incapazes de cumprir as expectativas de lucro. A Corning atribuiu o aviso aos custos relacionados a demissões e encerramento de fábricas. 

"A economia não mostrou nenhum sinal de uma aceleração, então, em uma série de setores da indústria, como hardware e software, não vimos demanda alguma", explicou Dan Cook, administrador de recursos da StoneRidge Investment Partners LLC. "Sem demanda não veremos estes caras fazendo números."As dificuldades em registrar lucro têm sido compostas por turbulências nos mercados financeiros e na economia, provocadas pelos ataques aéreos ocorridos nos Estados Unidos, no dia 11 de setembro, que deixou quase 6 mil pessoas supostamente mortas, disse Cook. 

Segundo a empresa de pesquisas Thomson Financial/First Call, 212 companhias de tecnologia alertaram que os lucros do terceiro trimestre serão inferiores às estimativas de Wall Street, o que corresponde a 31 por cento de todos os alertas negativos emitidos nos EUA no atual trimestre. 

No entanto, não são apenas más notícias sobre o setor de tecnologia. A Dell Computer Corp., maior fabricante mundial de computadores pessoais, reafirmou nesta quinta-feira suas metas financeiras para o trimestre. 

O anúncio da Dell foi feito um dia após a Cisco Systems Inc. comunicar que está confortável dentro das estimativas de analistas para seus resultados do primeiro trimestre. 



Quatro empresas dominarão a telefonia móvel na AL 
(IDG Now!, 2001-10-14)

O mercado de telecomunicações na América Latina estará tão consolidado até o final de 2001 que quatro operadoras irão deter 83% dos assinantes da região, segundo novo estudo divulgado pela Pyramid Research. 
A análise diz que BellSouth (15%), Telecom Italia (14%), Telefónica Móviles (25%) e América Móvil SA (29%) - dos EUA, Itália, Espanha e México, respectivamente - atenderão a 68,2 milhões dos 83,4 milhões de usuários de telefonia móvel previstos no continente até dezembro. 

A América Móvil, por exemplo, detém parte de operadoras em vários países latino-americanos, incluindo México, Guatemala, Equador, Argentina e Brasil. Já a Telecom Itália tem participação na Argentina, Brasil, Chile, Peru e Venezuela. A Telefónica Móviles está presente na Argentina, Peru, Brasil, Chile e Guatemala. E a BellSouth atua na Argentina, Brasil, Chile, Peru e Venezuela, entre outros. 

Apesar desse domínio, as gigantes enfrentarão dois grandes desafios. O primeiro deles, continuar a aumentar sua base de assinantes atraindo novos usuários. O segundo, extrair receita adicional dos assinantes existentes, incentivando-os a adotar serviços de Internet e transmissão de dados móveis. 

O problema em conquistar esses dois nichos é que eles são extremamente distintos e requerem abordagens radicalmente diferentes - o que exigirá ainda mais das operadoras. "Para ganhar a supremacia regional, essas operadoras pan-regionais estão adotando uma estratégia de crescimento vertical que inclui expandir seu território e, ao mesmo tempo, criar novos produtos baseados em dados", diz a pesquisa. 

Para conquistar assinantes novos, as empresas de telecomunicações devem oferecer aparelhos a preços atraentes juntamente com planos pré-pagos e continuar expandindo suas redes para suportar o crescimento de tráfego. Mas gastar em infra-estrutura está cada vez mais difícil em tempos de crise à medida que os fabricantes de equipamentos de telecomunicações estão recebendo menos investimento, afirma a Pyramid. 

 

Cresce total de usuários de Internet na Europa
(Exame, 2001-10-14)

A Europa reúne hoje aproximadamente 25% dos internautas mundiais e apresenta um crescimento contínuo, enquanto os Estados Unidos perdem a hegemonia quando o assunto é total de usuários da Web. Em 1999, o continente europeu tinha apenas um quinto dos usuários mundiais.
Segundo analistas do eMarketer, a distância entre os números dos Estados Unidos e da Europa será cada vez mais estreita.

Entre a população acima de 14 anos, já é possível encontrar altas taxas de penetração em países desenvolvidos do continente. A Noruega tem a taxa mais alta, com 59% de usuários. Enquanto a Rússia e a Polônia não passaram de um dígito, com 3% e 9%, respectivamente.

Depois da Noruega, o ranking do instituto segue com: Suécia (55%); Finlândia (45%); Dinamarca (44%); Alemanha (34%); Reino Unido (31%); Holanda (29%); França (17%); Espanha (16%); Itália (12%), além de Polônia e Rússia.
Alguns países da Europa Oriental, como Eslovênia e Estônia, segundo os analistas, já fizeram um grande avanço, adotando computadores e telefones celulares. Mas ainda não há massa crítica.

Na Alemanha, por exemplo, que experimentou dois tipos de desenvolvimento econômico antes da unificação, as diferenças de penetração da Web podem ser nitidamente percebidas.
Segundo levantamento da NFO WorldGroup feito entre julho e agosto, a região ocidental (leste) alemã tem uma taxa de 44,4% de usuários de Internet, enquanto a oriental (oeste), 37,6%.

Outro bom dado é o da Nielsen/NetRatings, que mostra que poucos países da Europa continuam com índices de penetração de computadores pessoais, os PCs, abaixo de 50%. Levantamento divulgado este mês mostra que Alemanha está com PCs em 48% das residências do país, enquanto o Reino Unido tem 46% e a Itália, 41%. França e Espanha registram, cada uma, apenas 34%. Como comparação, a Coréia do Sul tem uma taxa de 68%; Austrália, 65%; Singapura, 64%; Taiwan, 59%; e Hong Kong, 59%.


Download de toque de celular é serviço mais usado por japoneses que têm 3G
(Exame, 2001-10-14)

Quando o Japão lançou o celular de terceira geração na segunda-feira passada (1/10), 27,7 milhões de usuários cadastrados no serviço wirelless da NTT DoCoMo _maior operadora de telefonia celular do país_ já são considerados aptos a usar o serviço.

Por enquanto, o serviço está disponível apenas até 30 km de Tóquio na forma W-CDMA, padrão escolhido pelo Japão de 3G, e permite downloads de 384 kbps e uploads de 64 kbps.

Com o incremento da banda nesses aparelhos 3G, os usuários poderão fazer downloads de audio, vídeo e jogos, além de trocar imagens e música e fazer videoconferência. Segundo analistas, o próximo passo é desenvolver aplicações fundamentais para os modelos 3G, as conhecidas "killer application" da Web. Mas por enquanto não há aplicações determinantes para os modelos 3G. O outro investimento é o desenvolvimento de saúde.
Por enquanto, no Japão, o serviço wireless mais usado é o donwload de diferentes sons de toque de celular, seguido de previsão do tempo e de consulta a notícias.

Levantamento feito no início do ano pela Video Research Ltda mostra que o download de diferentes toques de celular é usado por 56,3% dos usuários, seguido pela previsão do tempo com 35%; consulta a notícias, 26,1%; informações de transportes, 21,5%; papel-de-parede para celular, 20,3%, e notícias esportivas, 17,2%.

O mesmo pode ser comprovado pelo levantamento do provedor japonês J-Sky. No site, o download de toques de celular é feito por 60% dos usuários. O download de ícones, por 45%; acesso ao índice, 39%; itinerários de trens, 23%. Jogos ficam com 18% das consultas; notícias esportivas, 14%; dicionários e notícias em geral, 8%; e reservas de shows, 6%.

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