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Weblogs  tomam conta da Internet
(Info Exame, 2001-11-02)

A Internet que até um ano atrás era um veículo de produção das maiores riquezas do mundo, transformou-se em um meio de auto-expressão, em sua mais pura forma. Ao invés de apenas escrever em diários, ou pintar quadros, alguns internautas usam a rede para expressar suas experiências de vida em páginas pessoais.

Eles são chamados de Weblogs, as mais comoventes palavras e arte publicáveis com um só clique, dada a facilidade com que é possível atualizar uma página pessoal com algumas ferramentas disponíveis atualmente na Internet. O mais admirável é que muitos desses Weblogs são criados pelas mesmas pessoas que estavam por trás das companhias pontocom há dois anos. A maioria dos Weblogs não ganham dinheiro com isso e seus criadores utilizam 20 a 30 horas semanais de seu tempo livre para manter as atualizações freqüentes. Raramente são encontrados banners de publicidade nas páginas.

Um dos mais populares sites é o The Fray (http://www.fray.com), uma comunidade virtual de artistas e escritores criada em 1997 pelo freelance de webdesign, Derel Powazek. Ele inclusive criou outros sites de diversos interesses, e um deles San Francisco Stories (http://www.sfstoreis.com) pode ter a colaboração dos internautas.




Ciência, Tecnologia e Inovação: Desafio para a Sociedade Brasileira, diz MCT
(Folha de S. Paulo, 2001-11-02)

O Brasil precisa dar um salto tecnológico à maneira dos Tigres Asiáticos se quiser tomar o rumo dos países desenvolvidos ainda nesta década. Mas, para isso, deverá antes reverter a situação do ensino fundamental e atrair os investimentos do empresariado para ciência e tecnologia.

Essas são as principais conclusões do relatório "Ciência, Tecnologia e Inovação: Desafio para a Sociedade Brasileira - Livro Verde". Produzido por mais de 400 especialistas, a pedido do MCT, o livro faz uma radiografia da ciência e da tecnologia no Brasil. O Ministério espera transformá-lo num "livro branco", ou seja, num plano estratégico consolidado para o tal salto tecnológico. Para isso, está organizando uma conferência nacional de ciência e tecnologia, que deverá se realizar entre os dias 18 e 20 de setembro, em Brasília.

Segundo o MCT, a idéia da conferência é colocar ciência e tecnologia (C&T) no topo da agenda política do país. Mas o "livro verde" foi concebido com um propósito mais prático: arrumar um jeito de administrar os R$ 648 milhões dos fundos setoriais -verbas originadas de taxação sobre empresas de setores com alto uso de tecnologia, como o petrolífero.

O "livro verde" revela que a pesquisa no Brasil vai bem, obrigado. O país é o oitavo do mundo em número de doutores em ciências e engenharia e surge como potência em áreas estratégicas, como a biotecnologia. Mas não conseguiu converter a ciência básica, tarefa pública (de universidades e órgãos de fomento), em inovação tecnológica -a transformação de conhecimento em riqueza-, responsabilidade do setor privado. As grandes exceções, que confirmam a regra, são a Petrobras, uma estatal, e a Embraer, uma ex-estatal, ambas produtoras e usuárias de tecnologia de ponta.

O maior financiador do setor no Brasil ainda é o governo, que responde por mais de 60% dos gastos em pesquisa e desenvolvimento. Nos países ricos, essa proporção se inverte. Outro dado do diagnóstico do MCT que confirma a baixa capacidade de inovação é o número de patentes depositadas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

Apesar de o governo oferecer incentivos fiscais às empresas que queiram investir em pesquisa desde 1993, um levantamento feito pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostrou que 80% deles ignoravam o fato. Outro pé de barro do sistema, segundo o "livro verde", é o ensino fundamental. O relatório aponta que o nível de escolaridade médio do brasileiro cresceu, desde 1981, em apenas dois anos -de quatro anos para seis.

Para a presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Glaci Zancan, o caminho de colocar a pesquisa como prioridade é difícil porque nem mesmo quem deveria fazer pesquisa nas universidades o faz, lembra ela. "A maioria do corpo docente não faz pesquisa. Não há coisa mais difícil do que emplacar avaliação de mérito nas universidades", afirma Glaci. "Tem doutor que não faz pesquisa", diz, "e, sem pesquisa, a universidade não alavanca o resto do sistema."

 


Pesquisa aborda a importância da Internet para os brasileiros
(AOL Brasil, 2001-11-02)

De acordo com a prévia da quarta edição da pesquisa Cyberstudy, divulgada pela AOL Brasil, os brasileiros são os que mais utilizam serviços bancários on-line (49% dos entrevistados), seguidos dos norte-americanos (29%) e japoneses (14%). O estudo também mostrou que 41% dos internautas ouvidos utilizam a Internet há um período que varia de um a três anos, enquanto 36% deles navegam há mais de três anos. 

Outro dado interessante descoberto pela pesquisa aponta que, para 71% dos internautas brasileiros, a web é uma necessidade em suas vidas. Essa mesma afirmação foi feita por 69% dos japoneses, 52% dos canadenses, 46% dos franceses e 40% dos norte-americanos. 

Segundo o estudo, o internauta brasileiro utiliza a Internet para buscar notícias (79%), comunicação com parentes e amigos (77%), ler notícias esportivas (55%), pesquisar compras futuras (52%), utilizar serviços bancários (49%) e troca de mensagens instantâneas (48%). 

Entre os serviços que os usuários brasileiros mais demostraram interesse em utilizar estão o pagamento on-line de taxas e impostos (74%), o download de livros (66%), renovação da carteira de motorista (65%) e recebimento ou pagamento de contas domésticas (63%). 

 



Terrorismo leva a aumento na comunicação pela Internet 
(Folha, 2001-11-02)

O medo de enviar executivos em viagens de negócio tanto por razões de segurança quanto por corte de gastos tem levado as companhias a investir cada vez mais em produtos de vídeo pela Internet. Desde os atentados contra os Estados Unidos, tecnologias como a videoconferência têm sido amplamente usadas pelas empresas. 

"Estamos vendo um interesse crescente nas últimas semanas", afirmou Dan Rivkin, diretor de conteúdo da UCTX, produtora londrina de vídeos para Internet. 

Outra que também tem lucrado com isso é a RealNetworks, que vende produtos de vídeo sob demanda. "Temos recebido quatro ou cinco vezes mais pedidos depois dos ataques", afirma Steve Lea, gerente geral das operações européias da companhia. 

Na semana posterior aos atentados, as ações da Real tiveram queda, mas desde então já dobraram seu valor. 

 

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