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Desemprego entre os jovens cresceu 194,8% na década de 90
(Economiabr.net, 2001-01-19)

Até a metade da última década do século XX o grande fantasma que sempre rondava a economia brasileira era a inflação, que, nos primeiros sete meses de 1994, já havia acumulado alta de 825,7%, entretanto com o Plano reduziu-se a taxa inflacionária para 3% ao mês em outubro de 1994, situando-se em 8,43% no ano em 1999. Afastado o fantasma da inflação, esta última acabou sendo substituída por outro temor: o desemprego. 
A maioria dos brasileiros sofrem com a falta de emprego e com o temor da perda do emprego, entretanto um categoria de pessoas são os maiores prejudicados: os jovens trabalhadores. 

O índice de desemprego cresceu muito entre os jovens brasileiros, hoje apenas 36% dos jovens entre 15 e 24 anos têm emprego, outros 22% já trabalharam mas estão desempregados atualmente; na média, os jovens demoram 15 meses para conseguir o primeiro emprego ou uma nova ocupação, nas regiões metropolitanas. No total, 66% deles precisam trabalhar porque todo o seu ganho, ou parte dele, complementa a renda familiar. 

De longe, os jovens brasileiros foram os mais prejudicados pela crise do emprego nos anos 90. A exclusão do jovem do mercado de trabalho é resultado de uma política econômica que não favorece a criação de empregos e as vagas destinadas ao jovem passaram a ser ocupadas pelos adultos experientes, que não têm opções e se dispõem a ocupar esses cargos.

Nos anos 80, os jovens da classe de baixa renda buscava o primeiro emprego no setor agrícola e na construção civil e a classe média se encaminhava para as grandes indústrias, bancos e ocupava cargos no setor público. Na década de 90, a porta de entrada para o mercado passou a ser os empregos temporários. Os jovens da classe média viraram desempregados recorrentes, trabalham por pouco tempo e ficam sem trabalho de novo.

Diversos fatores específicos são apontados para explicar o crescimento do desemprego no Brasil, mas um coisa é certa, urge a necessidade de um novo rumo na política econômica que priorize o crescimento econômico e conseqüentemente a renda e o emprego ao invés da recessão e da desigualdade social. 

 

Alemanha apresenta plano emergencial contra desemprego
(Folha, 2001-01-19)

O chanceler alemão, Gerhard Schroeder, apresentou nesta segunda-feira um plano de ação para reduzir o desemprego mediante ajudas estatais que serão dadas aos trabalhadores mal remunerados e programas de investimento. O país possui 3,9 milhões de desempregados. O plano prevê principalmente o funcionamento de um sistema no qual as pessoas que ficam muito tempo sem emprego ou que vivem da ajuda social recebam uma subvenção no caso de aceitarem um trabalho de baixa remuneração. Outra iniciativa consiste em prolongar até 2007 o chamado programa de investimento de futuro, limitado até agora ao ano de 2003. Esse programa, com um volume de 2,5 bilhões de euros anuais, destina-se à fomentação da pesquisa, educação e modernização das infra-estruturas. 



China decide reduzir tarifas para importação de tecnologia 
(Folha, 2001-01-19)

A China reduziu as tarifas para importação de produtos de tecnologia da informação em cerca de 10%. Muitos produtos, como computadores, circuitos integrados e alguns equipamentos de rede de telecomunicações terão tarifas zero. A redução datada de 1º de janeiro, cobre 251 produtos de tecnologia. No passado, a China lançava mão de barreiras tarifárias e outras políticas governamentais para encorajar as companhias estrangeiras de alta tecnologia a fabricar naquele país, ao invés de promover importações. A redução tarifária é resultado do Information Technology Agreement (Acordo de Tecnologia da Informação), um pacto acertado como parte do acesso daquele país à Organização Mundial do Comércio (OMC). 

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