» Carreira

Mulheres em alta no trabalho
(Oriente-se Editora Educacional, 2002-03-25)

Conforme o tempo passa, as mulheres vão mostrando que podem ser tão competentes quanto os homens numa empresa - e, não raro, até mais. Para se ter uma idéia, basta lembrar que a revista Fortune apontou Carly Fiorina, a CEO da empresa HP, como a pessoa como maior poder na área de negócios nos Estados Unidos em 2000. No Brasil, a eleita foi Vânia Ferro, que durante sete anos comandou a divisão da 3Com no país.

Os números também comprovam o crescimento da mulher no mercado de trabalho. De acordo com dados da Fundação Carlos Chagas, no período de 1981 a 1998, o crescimento das mulheres economicamente ativas no país foi de 111%, enquanto que, entre os homens, o crescimento foi de 40%. Hoje, o sexo feminino representa 41% da população economicamente ativa - são 30 milhões de mulheres no mercado de trabalho. No Canal de Empregos, um recrutador de profissionais na internet, o número de cadastros femininos corresponde vem aumentando com o passar dos anos e, atualmente, atinge 43% do banco de dados da empresa.

Para os mais machistas, um dado que pode ser constrangedor: segundo o guia Financenter, atualmente, cerca de 30% das mulheres que trabalham fora ganham mais do que o marido - um aumento de 10% nos últimos dez anos. Além disso, pesquisas recentes comprovam que a mulher tem mais facilidade para galgar posições na carreira, chegando a altos cargos com menos idade do que os homens - não é à toa que, de acordo com o National Foundation for Women Business Owners, só nos Estados Unidos, cerca de 8 milhões de empresas são comandadas hoje por executivas, contra apenas 400 mil em 1970. A movimentação financeira dessas empresas chega a US$ 2,3 trilhões por ano.

Tudo isso, porém, não significa que as mulheres já estejam em pé de igualdade com os homens no mercado de trabalho. Seja por machismo ou por falta de conhecimento, as grandes empresas ainda têm reservas quanto ao sexo feminino, muito embora os salários das executivas nas multinacionais sejam tão altos quanto os dos seus colegas homens no mesmo cargo. Apesar disso, dados de um estudo publicado pelo site Invertia são animadores: mesmo nas pequenas e médias empresas, onde a diferença salarial entre homens e mulheres é tradicionalmente mais alta, ela caiu cerca de 7% em apenas um ano.

________________
Fonte: Oriente-se Editora Educacional 

Fazer comentário

Enviar para amigo

Imprimir a página

Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não expressar a opinião da Economianet