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Cepal diz que crise argentina compromete crescimento da AL
(Redação EconomiaNet, 2002-05-04)

Crescimento do PIB na região deve ficar em apenas 0,2%; sem a Argentina, o avanço médio seria de 1,7%

Projeções da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) revelam que a recessão argentina vai estagnar o crescimento econômico da região neste ano. As previsões, que serão divulgadas na próxima semana na assembléia bienal da entidade que ocorrerá em Brasília, devem revelar que o Produto Interno Bruto (PIB) da região avançará 0,2% em razão da queda de 10% prevista para a Argentina. Sem o país, o PIB regional cresceria 1,7%.

"Pode-se dizer que o crescimento da América Latina será modesto ou insuficiente", disse o secetário-executivo da Cepal, José Antônio Ocampo. Na prática, a Argentina vai sugar 90% da média de crescimento que a região poderia ter. A média de crescimento para 2001, antes prevista em 1%, foi reduzida com o agravamento da situação no país para os atuais 0,2%.

A previsão da Cepal para o crescimento do Brasil foi mantida em 2,2% neste ano. No caso da Argentina, a comissão alterou a queda, anteriormente estimada em 7%, para 10%. Também foram reduzidas as expectativas para a variação do PIB venezuelano, de crescimento de 1% para queda de 1%; e o uruguaio, que ficaria estável, mas agora deverá recuar 1%, em grande parte influenciado pela performance argentina.

Segundo Ocampo, nos últimos cinco anos a economia latino-americana cresceu em média 1,5% ao ano, o que, além de pequeno, é compatível apenas com o crescimento populacional da região. Segundo a comissão, para absorver o crescimento populacional, eliminar o problema do desemprego e estancar a distância tecnológica que separa os países do continente das nações mais desenvolvidas, o crescimento deveria ser de pelo menos 6% ao ano.

Um estudo da Cepal revelou ainda que, para reduzir à metade a pobreza na região, o crescimento anual necessário ficaria entre 3,8% e 4,5% até 2015. Segundo as estatísticas da entidade, desde 1995, apenas em 1997 e em 2000 a economia latino-americana avançou dentro das metas, respectivamente, em 5,2% e 4%.

O campo disse também que a Área de Livre Comércio para as Américas (Alca), sem políticas compensatórias, além de não resolver o problema da desigualdade entre os países da região, poderá aprofundar as diferenças entre o nível de desenvolvimento dos integrantes do acordo.

O secretário defende a adoção de um fundo para investimento em países mais atrasados, o estabelecimento de política de migração intra-regional e a observação das diferenças de grau de desenvolvimento entre os países que poderão formar a Alca.

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(Redação EconomiaNet, 2002-05-04)

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Você sabe o que as empresas esperarm dos candidatos a emprego?
(Redação, 2002-05-05)

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Segundo pesquisas realizadas pelo Grupo Catho, as empresas dão  preferência aos profissionais que tenham experiência profissional em empresas não-familiares e, de preferência, de capital estrangeiro.

O valor da remuneração pode aumentar ainda mais se você tiver experiência no exterior e for uma pessoa motivada por desafios. 

Experiência na função que irá ocupar também conta, aumentando consideravelmente as chances de conseguir uma colocação. Mais um alerta: cada grau de escolaridade pode representar R$ 600 a mais no salário.

Se você é fumante, tem tendência à obesidade e não pratica exercícios físicos, fique atento, pois suas chances de recolocação podem diminuir ainda mais.

Outro fator que está lado a lado com os índices de rejeição apontados pelas empresas é a idade. Muitas resistem em contratar profissionais com mais de 45 anos. 

Para obter mais informações úteis para a busca por um emprego, acesse o site do Catho e conheça todas as pesquisas elaboradas pelo grupo.

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(Redação EconomiaNet, 2002-05-04)

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