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Como lidar com o desemprego
(Marcos Possari, 2002-09-02)

O principal problema de um profissional no momento de desemprego é a sua angústia, na maioria das vezes gerada por uma situação de falta de controle diante de um ambiente desconhecido e inusitado. A situação comum a todos é que o profissional sabe que possui competências e habilidades para exercer uma função dentro das organizações, mas sua angústia está na falta de informação de como planejar corretamente uma estratégia de marketing, conduta e negociação para poder conquistar um novo meio de vida. É a partir deste momento que as consultorias de recolocação podem exercer um papel muito importante, fundamental na vida de um profissional desempregado. As consultorias que fazem um trabalho sério e ético têm condições de responder à pergunta que todo profissional desempregado faz a si mesmo: o que e como devo fazer agora? 

A primeira etapa que o desempregado tem pela frente diz respeito à difícil tarefa de comunicar à família o desemprego que acaba de sofrer. É uma situação que, por si só, consome muita energia, por mais que seja uma família compreensiva e disposta a lutar ao lado do profissional para a conquista de um novo emprego. 

A segunda etapa é referente à finanças, ou seja, ele pode e deve organizá-las. Assim passa a saber exatamente quanto tempo dispõe para sua recolocação, planejando seus custos e despesas, tornando este período o mais longo possível. E, isso, requer uma orientação. Neste momento muitos profissionais, se não forem bem orientados, passam a dobrar suas incertezas e sua angústia que, garanto, são desnecessárias para a maioria dos casos.

O trabalho do consultor de orientar profissionais passa pelos principais medos e dúvidas que podem - com uma orientação adequada - tornar o desempregado muito mais confiante e, por conseqüência, tomar decisões e atitudes corretas que determinam um tempo menor de procura e recolocação. 

Dúvidas e medos mais comuns

  • Será que realmente tenho competências e habilidades? Como posso identificá-las?

  • Minhas competências e habilidades servem para quais tipos de emprego?

  • Como descrevê-las no currículo? 

  • Que tipo de profissão está em alta? 

  • Posso colocar mais de um objetivo no mesmo currículo? Quantas páginas deve ter meu currículo? Para quem devo enviá-lo? 

  • Como fazer para concorrer às vagas “ocultas” não divulgadas? 

  • Minha idade pode atrapalhar? 

  • Como conseguir uma oportunidade? 

  • Como me comportar em uma entrevista? 

  • Como negociar minha contratação?

Para todas estas dúvidas - assim como uma empresa contrata uma consultoria para solucionar os problemas que não fazem parte do seu foco de negócio - as consultorias possuem ferramentas e informações valiosas para ajudar o profissional neste momento. 

Orientação e divulgação 

É possível dividir o trabalho de uma consultoria em duas partes distintas: a primeira é a orientação e reposicionamento de carreira e, uma segunda parte, a divulgação e a busca constante por oportunidades. Para tanto os profissionais contam com várias consultorias idôneas e éticas à sua disposição. Além disso, as consultorias prestam um serviço de muita qualidade como fonte de informações para as empresas. A principal fonte de currículos de profissionais são as consultorias. Elas possuem ferramentas de divulgação para as empresas que agilizam o processo seletivo, garantem uma informação qualificada e customizam a contratação. 

Segundo levantamento, somente 13% das vagas disponíveis nas empresas são divulgadas. A maioria é preenchida através do auxílio de uma consultoria ou por indicação. O principal papel das consultorias de recolocação é orientar os profissionais na continuidade da sua carreira, além de ser o elo de comunicação entre as empresas e suas oportunidades e os profissionais e suas competências e habilidades, promovendo assim uma contratação. A empresa soluciona seu problema de urgência de resultados e o profissional soluciona sua necessidade de poder mostrar seu valor e ganhar um novo meio de vida. 

Um profissional que pode contratar uma consultoria deve, no entanto, certificar-se da qualidade dos serviços a serem prestados. O que faz a diferença entre as consultorias é, principalmente, o fator humano - as pessoas que irão assessorá-lo devem ser qualificadas - e a estrutura tecnológica que a empresa possui para atender tanto as suas necessidades quanto as das organizações.

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(Marcos Possari, 2002-09-02)

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