Edição: Novembro de 2002 - edição n.01

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A globalização do duplo mergulho
Com a globalização, surge um ciclo de negócios mundial com flutuações cada vez mais sincronizadas. Ligações transfronteiriças no comércio, capital e informação atam juntos, como nunca acontecera antes, países e regiões aparentemente autônomos. Os sinais dessa convergência cíclica são inconfundíveis.
( Stephen Roach, 2002-11-11)

Um Novo Modelo
É patético o fracasso político dessas elites. Enquanto as elites cafeeiras do Oeste paulista e, mais tarde, as elites industrias e tecnocráticas, que surgiram entre os anos 30 e 50, foram notáveis em promover o desenvolvimento nacional, as elites de hoje, alienadas em um grau impensável, fracassam na sua missão de dirigir o país. Ao reproduzirem os padrões de consumo do centro, reproduzem também, de forma acrítica, a ideologia externa. Em vez de definirem qual o interesse nacional e o defenderem, dedicam-se ao "confidence building". O que lhes interessa é saber o que os estrangeiros pensam do Brasil, não o que o Brasil pensa sobre seu futuro. 
(Luiz Carlos Bresser-Pereira, 2002-11-10)

A mão-de-obra das empresas exportadoras
Ao contrário do que muita gente poderia supor, os funcionários de empresas exportadoras ganham em média 90% mais do que os empregados de firmas que não vendem ao exterior, tem nível de escolaridade maior e passam mais tempo na companhia. O estudo Determinantes das Exportações Brasileiras: Novas Evidências, realizado pelos pesquisadores Jorge Saba Abrache, da Universidade de Brasília (UnB), e João Alberto de Negri, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
(Revista do Mercosul, 2002-11-11)

 

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