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E alguém tem back up das vidas?

por Gislene Bosnich

Há tantos pontos para lembrarmos que algo pode ficar perdido na conexão que não é difícil de ser feita, mas muita extensa pela complexidade de elementos.

O terrorismo só interessa aos capitalistas - a uma parcela dos capitalistas, que sobrevive com este método para fazer contraponto às imposições imperialistas que têm os Estados Unidos à frente. Quem perde mais: nós os trabalhadores, sempre e de novo. Não é uma luta nossa. É a luta deles para obter mais lucro, um lucro incomensurável que joga no lixo a vida daqueles que produzem a riqueza do mundo. Está certo que o World Trade Center não era o espelho do setor produtivo, mas a maior parte das vidas que ruíram junto com as torres era de trabalhadores.

O terrorismo não dá tempo de compreensão nem, tampouco, de opção. O terrorismo utiliza o trabalhador como marionete na sua guerra fria intra-classe capitalista. Por isso, é preciso denunciar e fazer uma chamado à classe trabalhadora. Quer dizer que aquele insano-mor do Bush vai arrebanhar massa trabalhadora para participar de uma guerra que é a deles, organizada ao longo de incontáveis anos, sobretudo após o século XIX.

Ah! Aí vem a turma da ultra e ladra dizendo que estou com sentimentalismo barato só porque são norte-americanos. E aí a mesma turma diz mais: diz que eu me esqueci de quantos morrem a cada dia nestas investidas da ONU ou da própria EMA (Exército, Marinha e Aeronáutica) norte-americana? Não eu não me esqueci nem concordei, por que então haveria de fazer coro à alegria?

Para mim capitalista ainda é aquele que detém os modos de produção. Desde quando quem investe o dinheiro alheio que se multiplica na especulação é capitalista? Pequena-burguesia? Ou será que a tese do quanto pior melhor voltou com toda força? Estou eu pensando que assalariado é aquele que vende a força de trabalho em troca de salário e que quando não tem salário... Também já sei da mais-valia relativa (tempo de trabalho intensificado não pago). E quem sabe o número de vítimas civis? Dos mortos ninguém sabe, mas quanto se perdeu ... Ah! Para isto já há muito cálculo. Ontem à noite, numa rádio de grande alcance, um senhor mencionava que muitas empresas seguradoras vão quebrar. A loucura é completa... Horas depois o lucro retomava seu lugar primordial que é, no capitalismo, o de superioridade em relação às vidas, sobretudo, a dos trabalhadores. Sabe por quê? Porque segunda-feira praticamente todas as empresas principais que funcionavam no prédio do World Trade Center estarão novamente na ativa. Com novo pessoal prontinho para servir aos interesses dos insanos. Das informações eles têm back up. E alguém tem back up das vidas?

Então, por que não denunciar o terrorismo como uma prática própria da ala do capitalismo que não consegue - ou conseguia, depois de hoje - igualar-se às práticas imperialistas da outra? É preciso denunciar que este episódio é uma das alamedas da globalização. É preciso dizer que o mundo globalizado é só o do lucro que tem destino certo; o bolso dos capitalistas.

Sinceramente, eu já não sei onde que vamos chegar... nós os trabalhadores. Porque os capitalistas... parece que vão nos empurrar. Ou a esquerda denuncia veementemente o rumo que tomamos ao aceitar tudo que proclamam os dirigentes das instituições capitalistas travestidas de humanitárias. Ou, daqui a pouco, o Senhor Bush vai emanar, com imagens que a mídia já ampliou, o seu ódio aos possíveis terroristas a partir das imagens da Palestina. E a gente não vai dizer nada só porque lá também “se morre” ? E, como dizia o Gonzaguinha; “se mata”. Acho que acabei perdendo umas aulas. Talvez alguns debates.

E a gente não vai procurar uma unidade de classe e denunciar que quem propaga o terrorismo é a própria mola propulsora chamada economia norte-americana, que no mais das vezes é ampliada para G7 ou G8 e, quem sabe, G10 ?

Acaso os outros atentados passaram por nós sem nenhuma crítica ?

Acaso o que fizeram ao longo de todo o século XX, por exemplo, como no Vietnã e na Guerra do Golfo não foram por nós criticados ?

Fiquei confusa...Estou confusa....

Nada mudou na estrutura do capitalismo, porque - repito - esta não é uma luta de trabalhadores que buscam a ruptura com o sanguinolento capitalismo.

Nem era um filme hollywoodiano que passava no Intercine.

E a imprensa já esqueceu do Jader, porque aconteceram os assassinatos dos portugueses em Fortaleza, depois porque raptaram a filha do Silvio Santos, depois porque raptaram o Silvio Santos... que foi visitado pelo Alckmin. Quem era mesmo o Fernando Dutra Pinto, questionarão outros amanhã. E o assassinato do Prefeito de Campinas ? É lógico que a gravidade do acontecimento de ontem é incomparavelmente maior, mas a imprensa tratou de substituir as torres do World Trade Center pela expressão de alegria dos palestinos, que também são vítimas manipuladas pela alegoria religiosa que eles julgam conduzir suas vidas.

Das duas, uma. Ou os trabalhadores acordam para o significado da política norte-americana, que é a expressão bem acabada do atual estágio do capitalismo, e percebem que as dores que sentem agora outros tantos povos (de fato oprimidos pela miséria sempre lucrativa) já sentiram ou vão entrar na guerra a favor do capitalismo do Senhor Bush dando-lhe apoio quem sabe para uma nova pujança econômica oriunda, sobretudo, da indústria bélica.

É o lucro que eles querem numa guerra que não é nossa.

Gislene Bosnich, jornalista e socióloga, é colunista do www.novaeconomia.inf.br e repórter da Gazeta Mercantil S/A - Informações Eletrônicas. bosnich@zipmail.com.br

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Gislene Bosnich, jornalista e socióloga, repórter da Gazeta Mercantil S/A - Informações  Eletrônicas. bosnich@zipmail.com.br

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