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Desemprego em 2002
(Ricardo Dalla Costa, 2002-02-15)

No ano passado tive a oportunidade de ser homenageado  pelos alunos do curso de Ciências Econômicas da Faficop e no momento da solenidade da formatura, uma questão ficou pressionando-me todo momento.

Será que existe mercado de trabalho para todos esses formandos? E a resposta  pode ser resumida nas palavras de Márcio Pochmann (Prof. Dr. em Economia e Secretário de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade de São Paulo), em entrevista ao Jornal Folha Dirigida, Edição Nacional, 7 a 13 de janeiro de 2002, página 9, onde "aqui na cidade de São Paulo nós temos mais desempregados de nível universitário do que analfabetos. São 44 mil desempregados com nível universitário e 25 mil analfabetos".

Por outro lado, o jovem universitário precisa mais do que tudo muita determinação e autoconfiança, valorizar o ensino tanto quanto o mercado de trabalho, e não somente enxergar o ensino como mecanismo para alcançar um diploma e solucionar todos os problemas.

O mercado de trabalho é restrito e muito exigente. Quem tiver melhor qualificação ganha a vaga e qualquer diferencial é a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Abaixo, deixo umas dicas para um futuro profissional:
a) maior participação nas aulas, como não faltar, não chegar atrasado, não sair adiantado e não atrapalhar os colegas com conversas paralelas;
b) respeito aos professores;
c) cobrar do professor melhores aulas e onde é aplicado o que está sendo ensinado;
d) solicitar do professor maiores informações sobre o assunto para aprofundar-se;
e) saber ler (muito) e interpretar (sem fazer cópias ou resumos);
f) saber informática (Internet) e língua estrangeira (inglês);
g) sempre aperfeiçoar-se.

Se essas dicas te parecem “difíceis”, então não entre no mercado de trabalho.

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Ricardo Dalla Costa, especialista em Administração Financeira e professor de Economia
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