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Multinacionais

O pilar principal do capitalismo atual, de um mundo marcado pela facilidade de comunicação e transporte de idéias e materiais, sem dúvidas são as empresas multinacionais. Estas têm seu surgimento marcado no final do século passado, sendo que os principais grupos presentes hoje, em sua maioria, nasceram nas primeiras décadas deste século. Porém, foi só depois da II Guerra Mundial que estas empresas "supranacionais" tomaram sua posição de hegemonia na economia mundial, sendo que a renda anual das maiores multinacionais supera o PIB de muitos países.

O processo pelo qual ocorreu esta expansão explosiva de empresas que superam a fronteira de seus países de origem é a própria essência do que é uma multinacional: competição e eliminação de concorrência.

Quando estudado o surgimento de qualquer multinacional típica, nota-se que primeiramente esta passou por um período de dominação do mercado interno. No seu caminho em direção a esta supremacia na sua área específica, uma determinada empresa - futura multinacional - se vale de todos os elementos possíveis para diminuir o número de concorrentes, e, consequentemente, o número de participantes com quem terá que dividir as fatias do bolo "lucros". Isto pode ocorrer de duas formas - que geralmente ocorrem ao mesmo tempo: 1) Inovação em sua área, seja por invenção de um produto revolucionário, por uma maneira nova de fabricar um produto já existente ou mesmo transporte e prestação de serviços sobre os itens anteriores. 2) Obtendo vantagens através de formação de cartéis, trustes, e (ou) através de acordos ilícitos com outras empresas ou com o governo.

Como exemplos do primeiro caso temos a divisão do trabalho e linha de produção criada por Henry Ford, a percepção de Rockfeller de que quem dominasse o transporte do petróleo dominaria este mercado, ou a de Bill Gates sobre softwares como o futuro dos computadores, o que pôs a Microsoft como uma das maiores multinacionais do mundo.

No segundo caso estão as vantagens obtidas pelo próprio Rockfeller em pagamento menor de impostos e taxas, ou as constantes acusações de que a Microsoft tenha feito looby para derrubar novas empresas que surgiram no seu mercado.

Uma vez dominado o mercado interno, esta empresa sai para tentar o mundo, num processo idêntico ao anterior: o peixe grande comendo o pequeno, e os pequenos unindo-se para não serem devorados. Após consolidadas no mercado internacional, as mais ou menos 10 empresas que dominam o seu determinado mercado continuam o seu antigo objetivo de "não repartir o bolo". Os instrumentos para isto variam de acordo com a área: na automobilística a inovação de seus modelos a cada ano, impossível de ser acompanha por pequenas empresas. Na área do petróleo o baixo preço cobrado pelo produto, mesmo que as "7 irmãs" detenham praticamente o monopólio mundial de sua distribuição.

O que busca uma multinacional? Primeiramente um mercado mundial aberto aos seus produtos e às suas fábricas, daí o mito globalização tão defendido por EUA e Japão - estes mesmos muito fechados. Neste mundo sem fronteiras, elas optarão por países que apresentem mão-de-obra barata, matéria prima abundante e incentivos fiscais.

Como agem? Atualmente, elas instalam fábricas nos países com as condições acima citadas. Estas não necessariamente fabricam o produto completo, mas sim certas partes em cada país, unidas em terceiros países e de lá exportadas para o resto do mundo. Exemplo: o carro "Mondeo" da Ford. Dos lucros obtidos em um determinado país, parte deles são reinvestidos, mas outra parte - que varia de acordo com a lei interna - são exportados à matriz e possivelmente investidos em outros países, o que dá uma falsa impressão de rendimento interno no país, uma mesmo que mesmo estes lucros exportados são contados no PIB do país em questão.

Conseqüências de sua existência: Estas empresas acabam por ter um enorme poder sobre as decisões dos países em que são sediadas. As pressões dos países que as sediam somadas às dos órgãos que ditam as direções a serem tomadas, sempre em favor destes e de suas multinacionais, e ao esquema de remessa de lucros constrói uma teia da qual fica quase impossível a fuga para os países periféricos, por ela explorados. Existem teorias que tentam apresentar soluções de como sair deste "beco", como a de Fernando Henrique Cardoso, contudo é notória a sua precariedade em apresentar uma saída eficaz, principalmente no que se refere às péssimas condições de vida dos habitantes destes países "escravos".

Para saber mais:

KUCINSKI, Bernardo. O que são Multinacionais? Brasiliense, São Paulo, 1982
CHOMSKY, Noam. Ano 501: A Conquista Continua. Scritta, São Paulo, 1993
PEREIRA, Osny Duarte. Multinacionais no Brasil. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1975
CARDOSO, Fernado Henrique. Dependência e Desenvolvimento na América Latina. Ensaio de Interpretação Sociológica, Zahar, Rio de Janeiro, 1981.

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