Destaque
Um motivo para a Alca
Ocorre hoje um amplo debate sobre a entrada da China na Organização Mundial do Comércio, no imenso mercado que isto representa e no excesso de otimismo em relação à crise da economia mundial capitalista que se apresenta. Mais uma vez a ALCA nos apresenta de forma sombria, baseada na desigualdade social e econômica de seus futuros integrantes e no histórico tradicional da política comercial norte-americana.
(Pedro Paulo Silveira Felicíssimo, 2003-01-06)
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Mundo
A crise na Economia Norte-Americana
Ao final da década de 40 o Plano Marshall para reconstrução dos países da Europa e do Japão significou a injeção de milhões de dólares nas economias combalidas e a moeda americana passou a desempenhar papel único de meio comercial nos contratos e acordos internacionais.  Porém sua aceitabilidade, credibilidade e estabilidade nas transações internacionais apresentavam um grave paradoxo: como controlar o provável efeito de sobregiro financeiro?
(Pedro Paulo Silveira Felicíssimo, 2002-11-25)

Alca e Mercosul
Estamos diante de uma decisão muito importante para o futuro do país. Optar entre a Alca ou o Mercosul. Não que ambas não possam existir concomitantemente, pois uma não excluiria a outra, mas essa coexistência pode tornar o Mercado Comum do Sul uma integração fictícia à medida que submergiria devido a circunstâncias de intercâmbio com a Alca. Este fato acarretaria uma centralização em torno dos Estados Unidos, podendo acabar inevitavelmente com a autonomia brasileira frente ao Mercosul.
( Elvis Albert Robe Wandscheer, 2002-11-25)

Países em concordata: A infâmia da globalização neoliberal
Para o capitalismo, ainda com maior razão na época do neoliberalismo, é insuportável aceitar a possibilidade de que um país em vias de desenvolvimento possa declarar a moratória da dívida externa, ou a impossibilidade de pagá-la, devido à fragilidade das suas finanças ou das suas possibilidades econômicas - originada precisamente nos compromissos usurários impostos, adquiridos junto aos organismos de crédito internacional. 
(Carlos A. Lozano Guillen, 2002-10-21)
» Um país refeito pelas redes econômicas globais
» As Metamorfoses do Poder
» Argentina: O cemitério da globalização espanhola

Petróleo
Sustentabilidade no século XXI
Durante o século XXI parece inevitável o fim do petróleo (petroleum crunch) . O mundo não pode consumir 28 mil milhões de barris de petróleo bruto por ano e ilusoriamente esperar que este continue a ser 'sustentável'. Com reservas de petróleo estimadas em cerca de 1000 mil milhões de barris, é claro que dentro destas próximas décadas a oferta inevitavelmente deixará de cobrir a procura, na medida em que as reservas de petróleo gradualmente secarem.
( A. M. Samsam Bakhtiari, 2002-10-25)

A terceira mundialização
Partindo da ideia de que a economia de um país depende cada vez mais da economia mundial, os países industrializados tendem a apropriar-se de todos os tipos de produções deslocalizáveis graças às telecomunicações e à telemática. 
(Glória Rebelo, 2002-10-14)

 

 

Brasil
Abertura Econômica e Desemprego
O desemprego é um dos mais complexos problemas das sociedades contemporâneas, já que o trabalho representa a independência individual, as rendas das pessoas e o seu status social. O modelo de desenvolvimento adotado pelo Brasil através da abertura da economia e privatizações, leva a discussões a respeito do desemprego no páis.
(Marines R. de Oliveira, 2002-11-26)

Um Novo Modelo
Mais importante na análise de Furtado, porém, é o fato de que as classes beneficiadas com essa concentração não se revelam à altura de seu papel de elite. Ao copiarem os padrões de consumo norte-americanos, não poupam para investir e endividam o país no exterior
Ao reproduzirem os padrões de consumo do centro, reproduzem também, de forma acrítica, a ideologia externa. Em vez de definirem qual o interesse nacional e o defenderem, dedicam-se ao "confidence building". O que lhes interessa é saber o que os estrangeiros pensam do Brasil, não o que o Brasil pensa sobre seu futuro. 
(Luiz Carlos Bresser-Pereira, 2002-11-10)

Os caminhos brasileiros na eleição presidencial de 2002: superação ou aprofundamento da dependência?

Ignorar o passado expõe com freqüência ao risco de repeti-lo. Um fato que tem passado desapercebido na campanha eleitoral deste ano diz respeito a um tema que foi arduamente debatido na década de 1960: a teoria da dependência. O livro de Theotônio dos Santos (2000), "A teoria da dependência", resume as divergências ocorridas desde então.
(Rodrigo Medeiros, 2002-10-25)

Desenvolvimento Econômico
Belíndia
Em 1974, Edmar Bacha cunhou essa expressão para definir o que seria a distribuição de renda no Brasil, à época (uma mistura entre uma pequena e rica Bélgica e uma imensa e pobre Índia), o economista ainda pensa ser válida a expressão para definir a distribuição de riquezas no país hoje. E ao que parece segundo dados apurados pelo IBGE, infelizmente é exatamente o que podemos constatar.
(Alan Henriques, 2002-09-16)

Opinião
Argentina: O cemitério da globalização espanhola
Em quatro anos, entre 1998 e 2001, a Espanha passou de 10% do "stock" de IDE na Argentina para 28,5%, colocando-se mais próxima dos Estados Unidos, que detém a liderança (30,5%), e à frente do IDE que vem pela via dos paraísos fiscais (estimado em 13%). Acrescente-se que a Espanha ocupou durante dois anos consecutivos (1999 e 2000) o sexto lugar entre os principais investidores no mundo.
(Silvia Chauvin e Jorge Nascimento Rodrigues, 2002-06-16)

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