Artigos Temáticos :: Crises

Argentina e o Colapso da Credibilidade
Mas a forma como o Governo argentino conduziu a economia foi errada. Ao invés de promover reformas na última década pra acabar com a inflação, o governo resolveu usar apenas um bisturi monetário: o Currency Board. Apostou na igualdade com a economia americana e perdeu. Ele sabia que um dia não iria conseguir mais dinheiro emprestado e mesmo assim insistiu na crença que tal sistema geraria riqueza. Que riqueza haveria numa economia despreparada diante de importação barata? 
(Gilmar Lourenço, 2002-02-15)

Na Argentina os dólares fugiram de avião
Enquanto cresciam as manifestações de rua, num único dia, 350 carros-fortes viajaram até o aeroporto de Ezeiza. Levaram uma fortuna em dólares.
(EconomiaNet, 2002-01-20)

Para onde vai a globalização em 2002?
Compreensível, pois, que diante do fracasso da política neoliberal na Argentina se diga que o problema foi a “incompletude das reformas liberalizantes”  e que diante de uma nação humilhada e ofendida, se ofereça “um pouco mais do mesmo”.
(Luis Fernando Novoa Garzon, 2002-01-16)

Embraer e a crise da aviação global
(The Financial Times - Inglaterra, 2001-10-05)
A Embraer tornou-se a mais recente companhia vítima da debacle da indústria da aviação global depois dos ataques contra os EUA, diz o Financial Times.  "A maior exportadora do Brasil anunciou que demitirá 1.800 de seus 12.700 funcionários esta segunda-feira e se prepara para uma queda de US$1,9 bilhão na receita prevista até o próximo ano, devido ao adiamento de entregas de aviões. 

Crise deixa argentinos sem passaporte
A crise econômica ameaça atingir o direito de ir e vir dos argentinos. A inadimplência do Estado levou a empresa que fabrica passaportes a interromper a entrega do documento, e já há cerca de 70 mil pessoas atingidas pelo problema. Sem passaporte, é impossível deixar o país, a menos que o destino seja um dos sócios do Mercosul.
(Valor, 2001-09-10)

A Interconexão das Crises
As crises econômicas, dependendo de cada país, podem ser definidas como cíclicas ou estruturais. No caso de uma economia de maior solidez, as crises tendem a ser cíclicas, pois são resultantes de movimentos normais do mercado. A estabilidade estrutural destas nações opera pequenas correções para que a crise se afaste sem maiores traumas. Entretanto, outros países possuem graves distorções...
(Márcio C. Coimbra, 2001-09-10)

EUA e Europa estão perto da recessão, mostram dados da indústria
Dados sobre a zona do euro e os Estados Unidos estão começando a sinalizar que o setor industrial pode já ter passado pelo pior do declínio, mas economistas alertam que qualquer recuperação ainda deverá ser lenta e fraca.
(Reuters, 2001-09-03)

A crise será maior, mais severa e prolongada, dizem Greenspan e o FMI
O pior é que os recursos para reanimar a economia norte-americana estão claramente chegando ao fim. O país já cortou impostos no limite de suas possibilidades, abalando seriamente a âncora de sua estabilidade para o futuro, que é o superávit do Tesouro. Os juros já estão no nível mais baixo em muitos anos e já se provou que seu efeito é cada vez mais reduzido

Enquanto os EUA não se recuperarem, a Europa vai continuar sem crescimento
Isso porque, apesar de suas economias somadas terem um tamanho mais ou menos equivalente à dos EUA, a Europa (mais exatamente a União Européia) não conseguiu criar uma dinâmica própria e auto-sustentável de crescimento, na qual pudesse ocupar o papel de locomotiva do mundo.

Próximos de um  recessão global
A produção industrial no primeiro semestre do ano encolheu 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, revelando uma acentuada queda nos investimentos, aponta a "Economist". Para a publicação, a queda global seria o lado negativo do processo de globalização, porque nunca antes os países mantiveram relações comerciais tão estreitas
(Folha de S. Paulo, 2001-08-28)

Indicadores apontam que a economia americana está perto de uma recessão
A crise no setor industrial está contagiando outros setores da economia norte-americana, inclusive o consumo no varejo, e está deixando o país cada vez mais perto de uma recessão. Essa é a conclusão principal do Livro Bege, o estudo sobre o estado da economia real realizado pelos 12 Feds "regionais" do país, e consolidada pelo Federal Reserve propriamente dito.

O crepúsculo da economia sul-americana
A revista The Economist afirma que as economias sul-americanas estão vivendo seu crepúsculo conjunto com os problemas que a Argentina está causando a seus vizinhos e o pessimismo que se espalhou por toda a região
(The Economist - Inglaterra, agosto de 2001)

Financial Times diz que Brasil pode ser contaminado pela crise da Argentina
O jornal britânico Financial Times acredita que o Brasil pode ser contaminado pela crise da Argentina e afirma que a decisão de aumentar os juros não vai ajudar o país a escapar do contágio e pode ainda resultar em menos crescimento econômico, além de elevar o risco de instabilidade política antes das eleições.
(Redação, agosto de 2001)

São Pedro, Aneel e os liberais
Todos os setores em que a iniciativa privada puder estar presente; ela estará. Entendamos, e isto é pressuposto, que em todos os setores onde há lucro (...) Agora que falta energia e esta está privatizada a culpa é da agência governamental (ANEEL). Em síntese, a culpa vai ser sempre do Estado, porque irremediavelmente o modo de produção capitalista precisa do Estado para pagar pela viabilização de seus interesses. O liberalismo é a tendência mais expressivamente contraditória, até porque para ser coerente deveria querer privatizar o Estado, mas quem é que acredita que eles mesmos pagariam suas contas?
(Gislene Bosnich - Maio de 2001)