Artigos Temáticos :: Globalização

e-Gov: Governo Eletrônico
O apoio e uso governamental da indústria da informação gera novas alternativas também para o setor privado. Ora, se o governo deve garantir que as demandas sociais sejam atendidas, sendo providas pelo setor privado também, os meios eletrônicos são uma fonte inesgotável de possibilidades. Sabe-se também que a tecnologia da informação traz maior eficiência e transparência ao governo, respeitando assim, princípios constitucionais.
(Claudia Chauvet, 2002-09-08)

As Metamorfoses do Poder
Neste fim de século, todos os Estados são prisioneiros de um grande movimento de globalização, que torna as economias dependentes umas das outras. Os mercados financeiros criam uma teia invisível que envolve os países e, ao mesmo tempo, submete e aprisiona os governos. Nenhum Estado, praticamente, pode se isolar do resto do planeta. Quais são as consequências disso para os cidadãos? E para a Democracia?
(Ignace de Ramonet, 2002-09-01)

Um país refeito pelas redes econômicas globais
O sucesso da economia mexicana correspondeu à disponibilização do seu território, com seus recursos naturais, suas estruturas econômicas e sua população, para um replanejamento unilateral por parte das empresas norte-americanas. Os fatores econômicos internos foram redesenhados como múltiplas áreas de enclave.
(Luis Fernando Novoa Garzon, 2002-09-01)

Livre Comércio para quem?
No Brasil, o liberalismo antes de tudo, deveria ser "interno", obstruindo a carga fiscal, tributária e burocrática que amarra a economia e a iniciativa popular. Esse é um dos princípios para uma atividade econômica salutar e próspera, pois, embora temos impostos e obrigações para honrar com o estado, este nos devolve quase nada do que lhe honramos
(Lucas Mendes, 2002-01-17)

Este mundo da injustiça globalizada
O eleitor poderá tirar do poder um governo que não lhe agrade e pôr outro no seu lugar, mas o seu voto não teve, não tem, nem nunca terá qualquer efeito visível sobre a única e real força que governa o mundo, e portanto o seu país e a sua pessoa: refiro-me, obviamente, ao poder económico, em particular à parte dele, sempre em aumento, gerida pelas empresas multinacionais de acordo com estratégias de domínio que nada têm que ver com aquele bem comum a que, por definição, a democracia aspira. 
(José Saramago, 2002-03-02)

Boas da Malásia
Longe dos holofotes, a Malásia, nossa velha companheira de farra, em rota de submersão, resolveu infringir as regras de boa conduta do FMI e cometeu o que há de mais herético no mundo das finanças internacionais: o controle de capitais (...) desobrigada de disputar a juros os aflitos capitais internacionais, a Malásia teve o êxito de escapar da ciranda viciada que empurra economias “emergentes” a se endividarem cada vez mais, quanto menores forem as suas condições de saldar seus compromissos externos. Graças ao controle de capitais, a Malásia pôde retomar o crescimento econômico sem ter de comprometer outros fundamentos importantes de sua economia
(Marcelo Manzano, 03-01-2002)

Para onde vai a globalização em 2002?
Compreensível, pois, que diante do fracasso da política neoliberal na Argentina se diga que o problema foi a “incompletude das reformas liberalizantes”  e que diante de uma nação humilhada e ofendida, se ofereça “um pouco mais do mesmo”.
(Luis Fernando Novoa Garzon, 2002-01-16)

Capital tem Pátria
Nossa saída é criar empresas transnacionais brasileiras fortes para produzir o movimento contrário: o da vinda de lucros e dividendos para o Brasil. De quebra difundimos nossas marcas, nossa cultura e ganhamos poder para influenciar decisões de nosso interesse. Afinal, se as nações fortes são fortes e permanecem poderosas é porque possuem empresas fortes e poderosas espalhadas pelo mundo
(Antoninho Marmo Trevisan, 2001-08-28)

A receita dos países desenvolvidos
O protecionismo dos países desenvolvidos é um dos principais obstáculos para a inserção das economias em desenvolvimento no comércio internacional. Entretanto os ricos pregam o livre comercio e sempre que podem acusam os pobres de protecionismo e de oferecerem subsídios à sua produção.
(Allan Claiton de Oliveira, 2001-08-05)

O gigante e a globalização
A China está se modernizando e se integrando à globalização, mas busca fazê-lo de modo autônomo e soberano. Tudo indica que, na China, o FMI não está dando ordens nem impondo os seus modelos econômicos. Os chineses nos explicam que estão praticando o que chamam de socialismo de mercado. A impressão que dá é que eles estão aprendendo a ganhar dinheiro com os capitalistas, para gastá-lo como socialistas
(Lula - maio de 2001)

Atire a primeira pedra
A cada dia uma nova surpresa. E parece que os podres surgem numa velocidade bem maior que a de qualquer provedor de internet. Eu diria mesmo que é de fazer inveja à velocidade da luz. Ou, quem sabe, seja como a luz das estrelas: que a gente só enxerga muito tempo depois. Assim também parecem as falcatruas. Se a gente errasse assim para escolher amigos como erra o presidente para escolher ministros e correligionários...
(Gislene Bosnich - maio de 2001)

Absolutismo global
Após a derrocada do comunismo, alguns tolos de plantão ousaram proclamar o fim da história e a morte das utopias. Passados pouco mais que uma década, é cada vez mais evidente que o atual sistema é tão utópico quanto o falecido e a história... Bem! Só mesmo os tolos para quererem escrevê-la por antecipação
(Cesar Boschetti  - março de 2001)